Oscar de la Renta

10 de nov de 2016

A liberdade das péssimas escolhas

Uma corrente de pensamento radical cresce na Europa e nos Estados Unidos. Principalmente agora, depois da estarrecedora vitória de Trump.
O filósofo, historiador e escritor Jason Brennan  e seus seguidores, pregam que apenas os que tem conhecimento deveriam tomar decisões políticas, como por exemplo o Brexit, a aprovação do acordo paz na Colombia e as eleições presidenciais.
Suas ideias totalitárias ganharam força com a polêmica saída da Inglaterra da União Européia, cresceram com a não aprovação do acordo das Farcs e agora, com a vitória do fanfarrão cor de abóbora, a ´´teoria do conhecimento´´ abocanhou mais adeptos e está em  todas as rodas de discussão.
Brennan  crê convictamente que só quem tem conhecimento aprofundado sobre o tema em questão, tem competência para votar e escolher.  Como uma pessoa que não sabe nada sobre economia, política externa e comércio exterior tem condição de saber se é melhor ficar ou sair do bloco europeu, por exemplo? Como um cidadão comum pode votar para presidente se ele não sabe nada sobre cada candidato, não entende de política e só vai votar porque é obrigado? Segundo Brennan, o desconhecimento na hora de votar é o causador de escolhas improváveis e ´´imbecis´´. Nós brasileiros sabemos bem o que é isso...

Enfim, esta corrente é chamada de epistografia. Na prática, a epistografia é a antítese da democracia, onde não importa o conhecimento, a cultura, a raça, o credo e a condição financeira, todos os cidadãos valem o mesmo peso na urna.
Com tantos absurdos, como o Brexit e agora Trump como líder do mundo livre, a epistografia ganha uma força perigosa e assustadora.

Pessoalmente ainda prefiro pagar o preço de péssimas escolhas políticas à perder a liberdade absoluta que a democracia nos traz.

Um comentário:

Tatiana V Bruder disse...

Kika da uma olhada no snap da Consuelo Blocker (vc deve saber quem ela é), ela acabou de opinar sobre o Trump. muito interessante. Mas corre lá. Por que se apagará dentro de pouco.
Beijos