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Kim Kardashian e as marcas de fast fashion







As marcas de “fast fashion” estão levando o velho ditado “nada se cria, tudo se copia” a um novo extremo. Antigamente, marcas como Zara e H&M, que conseguiam trazer cópias mais baratas de looks das passarelas às araras em um mês, eram consideradas rápidas. Hoje em dia, a britânica Missguided e a americana Fashion Nova, entre outras, conseguem replicar peças de designers em dias.

A Fashion Nova se tornou uma sensação no Instagram depois de atrair clientes como a rapper Cardi B, que tem mais de 40 milhões de seguidores, e que hoje tem uma parceria com a marca que inclui sua própria mini-coleção. A estratégia de formar parcerias com celebridades e uma rede de milhares de online influencers funcionou: em 2017, Fashion Nova foi uma das marcas mais pesquisadas no Google, ao lado de Louis Vuitton, Gucci, Chanel e Supreme.
Em 2018, Cardi disse que recebia 20 mil dólares por mês da marca para usar as suas roupas e postá-las no Instagram. Kylie Jenner também faz parceria com a Fashion Nova, e estima-se que um post da jovem renda cerca de 50 mil dólares em vendas.




As marcas de fast-fashion adoram copiar looks de celebridades, principalmente das Kardashian-Jenners. Mas, em fevereiro, a Fashion Nova criou polêmica quando copiou um vestido Thierry Mugler vintage usado por Kim Kardashian. A réplica foi lançada no site da Fashion Nova como “Winning Beauty Cut-Out Gown” menos de 48 horas após Kim usar o vestido.

A conta do Instagram Diet Prada levantou suspeitas de que Kim poderia estar trabalhando com a marca secretamente — vazando seus looks para que fossem replicados antes mesmo que ela os usasse. A modelo Yodit Yemane postou fotos do ensaio que ela fez para a Fashion Nova usando o infame vestido, e a fashion police do Instagram notou que as fotos estavam intituladas “Kim Dress”, e que as fotos estavam marcadas com a data 14/2, quatro dias antes do Hollywood Beauty Awards, evento onde a reality star inaugurou o vestido.







Enquanto plágio de design não é crime nos Estados Unidos, ocultar uma parceria comercial pode ter implicações legais para Kim e para a Fashion Nova.

Kim foi ao Twitter para se defender contra as alegações. Disse que não colabora com nenhuma das marcas de “fast fashion,” e acha um absurdo que essas empresas copiem designs e lucrem com isso.






A Fashion Nova também não ficou calada. Em um comunicado oficial, a marca declarou não trabalhar com a Sra. Kardashian-West, e, no Instagram, respondeu ao Diet Prada dizendo: “Desculpe acabar com sua teoria, mas vocês estão errados. Nós somos tão bons assim.” O CEO da marca californiana, Richard Saghian, disse que eles conseguem produzir produtos rápido porque tem cerca de mil fabricantes locais. Trabalhando com fabricantes em Los Angeles, a marca consegue produzir amostras dentro de 24 horas. É plausível, levando em consideração que os looks copiados – como o macacão usado por Kylie Jenner no seu aniversário em 2018 – entram em pré-venda, e as clientes da loja ficam em uma lista de espera até que as peças estejam realmente a venda. (No caso do macacão da Kylie, demoraram 3 semanas.)




Mas será também plausível que Kim tenha uma parceria secreta com a Fashion Nova? Talvez. Sua mãe Kris, e irmã Kylie, já trabalharam com a marca. É uma parceria lucrativa. E talvez, ela a manteria em segredo para proteger uma certa imagem que ela – com a ajuda de seu marido Kanye West – tem cultivado (Kanye já deu à sua esposa um cheque de 1 milhão de dólares para não aceitar uma parceria com uma marca de fast fashion). Quem sabe... ´´



Quem é:
Fernandinha Queiroz tem 21 anos, mora e estuda em Nova York e sabe tudo o que rola no mundo!

O Estilo dos Jovens / Fernandinha Queiroz








´´Atrás de um macacão que vi a personagem Mickey, da série “Love” do Netflix, usando, entrei em uma loja da marca Vintage Twin, na Broadway, acompanhada de minha mãe e minha avó. Enquanto eu percorria as araras, as ouvi exclamar:
“A vovó tinha um igualzinho!”
“Seu pai adorava essa jaqueta!”
Sorri e - depois de pedir para que minha avó tentasse encontrar a tal jaqueta - me lembrei de uma entrevista com a atriz e artista Jemima Kirke. Ela fala sobre peças de roupas que são feitas para parecer velhas ou usadas: a falta autenticidade a incomoda. Por que não comprar peças que foram realmente usadas?
Pessoalmente, tinha receio de comprar em brechós. Achava as lojas e roupas sujas, não entendia como usar aquelas jaquetas grandes que pertenciam a homens nos anos 80, ou como os Levi’s 501 de outra pessoa me serviriam. Mas as ruas de NY estão cheias de jovens usando jaquetas de nylon coloridas, jeans com caimentos duvidosos, e, principalmente, de lojas “vintage” (no meu quarteirão, são três). Me convenci. Confesso que na maioria das vezes saio das lojas de mãos vazias — encontrar a peça certa exige esforço e paciência — mas a caçada é divertida. Mais do que isso, acho que ha um certo encanto nessas roupas que foram amadas e usadas por outros, como disse Jemima.
O interesse por vintage está tão em alta que marcas estão investindo em renovar peças antigas. Os “reworked jeans” da Vetements, uma coletiva de jovens designers comandada pelo diretor criativo da Balenciada, Demna Gvasalia, custam em torno de 1,400 dólares. São apenas dois pares de jeans vintage, cortados, remodelados, e costurados como um só. A Urban Outfitters também lançou a “Urban Renewal”, parte da loja que vende roupas usadas e jeans “re-iventados” (onde encontrei meu par de jeans preferido!), e a Vintage Twin tem um “Jeanious Lab”, onde seus jeans são personalizados na hora, com cortes e bordados.
O interesse pelo passado não está só na moda. Os jovens de camisas de turnê antigas e macacões manchados de tinta, estão registrando tudo em cameras analógicas. A empolgação de minhas amigas é em não saber como as fotos vão sair até que o filme é revelado. Temos o costume de levar câmeras descartáveis em festas e viagens. Será que há um motivo maior para essa parte da geração digital estar se afastando do novo e do moderno?´´











Nossa colunista Fernanda Queiroz, tem 19 anos, é mineira de Belo Horizonte, mora e estuda em NY e é simplesmente descoladíssima!

Bienal de Whitney / Parte I





´´A bienal de São Paulo, “Incerteza Viva”, que está viajando dentro e fora do Brasil, é uma reflexão sobre a mudança constante da vida, e as incertezas da condição humana. A bienal do museu Whitney de arte americana, em NY, traz uma reflexão análoga. O objetivo da bienal é mostrar a atualidade americana, e abrir uma discussão sobre as preocupações socioculturais do momento. Os curadores da exibição são dois jovens asiáticos, Christopher Lew e Mia Locks (os mais jovens até hoje, e é também a primeira vez que nenhum dos curadores é branco).












 Cerca de metade dos 63 artistas escolhidos são mulheres, e negros, latinos, e asiáticos são bem representados. A variedade de mídias chama a atenção: de pinturas a video-games interativos e até uma peça de realidade virtual.

Trump, surpreendentemente, está presente mas não domina a exibição. Um dos desenhos irônicos de Celeste Dupuy-Spencer retrata um conjunto de Trump supporters sorrindo debaixo de uma bandeira que diz: “Trump: porque não sabemos que diabos está acontecendo!!!” Um deles veste a bandeira da confederação (que representou o Sul escravista durante a guerra civil), e membros do Ku Klux Klan estão ao fundo. A fotógrafa vietnamita An-My Lê, que migrou para os Estados Unidos ainda jovem, traz fotografias tiradas no estado de Luisiana dias após a eleição. Em uma das fotos, três jardineiros mexicanos trabalham encapuzados. An-My disse que a postura deles a interessou: recolhidos, talvez tentando esconder-se.´´ Continua na próxima terça-feira!















Trump e os Jovens







´´A vitória de Donald Trump foi amplamente atribuída à “maioria silenciosa”, à classe rural do meio-oeste americano, os famosos “red-necks”. Porém, uma foto que marcou as eleições retrata uma outra demografia: garotos jovens, vestindo bonés com o slogan de Trump, “Make America Great Again”, reunidos no hotel Hilton em Nova Iorque, comemorando a vitória de seu candidato.

Pessoalmente, tive poucos encontros com jovens fãs de Trump. Durante as eleições primárias, eu estava sentada, com duas amigas, em uma cafeteria no prédio de cinema da minha faculdade, em Nova Iorque (estereótipos se aplicam). Um garoto de uma fraternidade veio nos cumprimentar e nos estranhamos com sua presença ali (novamente, estereótipos se aplicam — ele usava shorts com bordados de pequenas lagostas azuis e óculos escuros). Ele respondeu à nossa surpresa: “É… Estudo cinema, mas sou membro de uma fraternidade, escuto música country, e apoio Donald Trump.” Trocamos olhares em silêncio, entre nós uma feminista ardente estudante de filosofia e uma filha de dois imigrantes etíopes. Ele deu uma risada desconfortável e nós voltamos para nossos computadores. Ele se parece com os jovens da foto.

Os outros “Trump supporters” na minha rede se encaixam no mesmo padrão. Entre eles, há mais mulheres do que eu esperava. Enquanto isso, os que o opõem, são de diferentes raças e nacionalidades (a objeção a Trump não se limita aos meus amigos Americanos), apesar de que uma maioria LGBT se destaca. É uma observação interessante, mas não surpreendente.

No dia seguinte às eleições, as ruas de Nova-Iorque estavam cheias. Protestos pacíficos e não-tão-pacíficos ocuparam a cidade. Uma foto do New York Times mostra colegas minhas sentadas na praça ao centro do campus da nossa universidade. Nas redes sociais, só vi raiva, tristeza, e insatisfação (confesso que excluí um pequeno número de pessoas que compartilhavam vídeos de apoio a Trump nos meses anteriores às eleições).

Hoje, a maioria dos jovens é contra a presidência Trump. Os que argumentaram por dar a ele “o benefício da dúvida”, se acanharam depois de certas nomeações e das ordens executivas. Hoje, menos jovens são indiferentes à política, mesmo que muitos se atenham apenas ao “ativismo do Facebook”, muitos estão se informando mais, e muitos estão participando de protestos e manifestações (muitos amigos participaram da Marcha das Mulheres em Janeiro). Hoje, Donald Trump tem a taxa de aprovação mais baixa de todos os novos presidentes da história dos Estados Unidos.´´












Cinquenta Tons de Liberdade





´´Esta semana, um rapaz me perguntou o que eu ando fazendo. Quando respondi: “Assistindo The Bachelor enquanto luto contra o patriarcado”, ele disse que admirava meu nível ironia. Eu não quis ser irônica. (Para contexto, The Bachelor é aquele programa de TV americano em que um homem namora várias mulheres ao mesmo tempo, entregando uma rosa para aquelas que ele quer manter na casa por mais uma semana).
É Dia dos Namorados em Nova Iorque, e estreia hoje o novo filme da série Cinquenta Tons. Eu, junto a um grupo de amigas, me sento na sala lotada de cinema. Uma pergunta me vêm a cabeça: estar aqui me torna uma feminista ruim?
Desde o lançamento dos livros, a série atraiu críticas da comunidade feminista por, entre outras coisas, a natureza abusiva do relacionamento entre Christian Gray e Anastasia Steele e banalização da violência contra a mulher.
Tudo bem, Sr. Gray quer possuir e controlar Ana. Nada legal. Ela se deixa levar, às vezes, pelo seu encanto por ele. Mas, e o controle que ela tem sobre Christian? Não deve ser ignorado. Em CInquenta Tons Mais Escuros, a personagem de Dakota Johnson tem ainda mais poder e voz, e o tema de empoderamento feminino é evidente.
Talvez os críticos da série a estejam levando muito a sério. O filme tem um roteiro medíocre, atuações razoáveis, e seu propósito é apenas entreter uma audiência (predominantemente feminina) por algumas horas. Pelas risadas, comentários empolgados e suspiros que soltei e ouvi na sala de cinema, o filme serviu seu propósito.
Não acho que devo traçar uma linha que separe o que posso e não posso apreciar por ser feminista. Nada é só preto e branco e o extremismo raramente é beneficial. No meu ponto de vista, há uma diferença entre contradição e hipocrisia, e já dizia Machado de Assis, "as contradições são deste mundo."



Tends / Transparência






"Na semana de moda de Paris os grandes designers apostaram nas transparências nas suas coleções Primavera/Verão 2015. Agiram com moderação (Kendall Jenner pode mais que a gente...)"








































Birkenstocks‏





´´Quem lembra da sandália feia da "Planeta dos Macacos" que todo mundo tinha há 10 anos? Pois agora, Celine, Givenchy e Giambattista Valli assinaram seus próprio modelos das tais! As sandálias continuam feias, mas agora pelo menos são fashion (e custam até 800 dólares!!). A alemã da Birkenstock foi uma das marcas de sapatos que mais faturou no último ano nos EUA, perdendo só para Nike e Asics. Dá pra acreditar?! ´´
















































Macacão




"Tudo que vai, volta. Com a moda não é diferente. Agora chegou a vez dos macacões reaparecerem nas passarelas, de Ralph Lauren, Stella McCartney e DKNY, e nas ruas. Mas dá mesmo pra usar sem parecer um fazendeiro?! Por incrível que pareça, as combinações são ilimitadas..."














































All Star





´´Adotado pelos punks na década de 80, o Converse All-Star agora é escolha de todas as tribos para sair do óbvio. Vá de All-Star, o All-Star vai com tudo!!´´

Fernanda Queiroz