AbatjourdeArte

17 de fev de 2017

Cinquenta Tons de Liberdade





´´Esta semana, um rapaz me perguntou o que eu ando fazendo. Quando respondi: “Assistindo The Bachelor enquanto luto contra o patriarcado”, ele disse que admirava meu nível ironia. Eu não quis ser irônica. (Para contexto, The Bachelor é aquele programa de TV americano em que um homem namora várias mulheres ao mesmo tempo, entregando uma rosa para aquelas que ele quer manter na casa por mais uma semana).
É Dia dos Namorados em Nova Iorque, e estreia hoje o novo filme da série Cinquenta Tons. Eu, junto a um grupo de amigas, me sento na sala lotada de cinema. Uma pergunta me vêm a cabeça: estar aqui me torna uma feminista ruim?
Desde o lançamento dos livros, a série atraiu críticas da comunidade feminista por, entre outras coisas, a natureza abusiva do relacionamento entre Christian Gray e Anastasia Steele e banalização da violência contra a mulher.
Tudo bem, Sr. Gray quer possuir e controlar Ana. Nada legal. Ela se deixa levar, às vezes, pelo seu encanto por ele. Mas, e o controle que ela tem sobre Christian? Não deve ser ignorado. Em CInquenta Tons Mais Escuros, a personagem de Dakota Johnson tem ainda mais poder e voz, e o tema de empoderamento feminino é evidente.
Talvez os críticos da série a estejam levando muito a sério. O filme tem um roteiro medíocre, atuações razoáveis, e seu propósito é apenas entreter uma audiência (predominantemente feminina) por algumas horas. Pelas risadas, comentários empolgados e suspiros que soltei e ouvi na sala de cinema, o filme serviu seu propósito.
Não acho que devo traçar uma linha que separe o que posso e não posso apreciar por ser feminista. Nada é só preto e branco e o extremismo raramente é beneficial. No meu ponto de vista, há uma diferença entre contradição e hipocrisia, e já dizia Machado de Assis, "as contradições são deste mundo."



2 comentários:

Anônimo disse...

Acho o máximo a Trilogia.
E estou a espera de um Sr. GREY para chamar de meu kkkkkk
Claro que é uma historia ñ aceitável, pois se trata do "mundo sádico"...
Mas ha quem goste.
Tiro essa parte do fetiche de alguns, é sim interessante.
Mas é preciso ler os 3 livros para entender.
Não consideri machismo, nem uso de "poder" ($), muito menos que instigue violencia contra mulher...
Não sabemos o que cada casal aceita entre 4 paredes, o que não é considerado agressão fisíca.
Lembrando que ele entrou no mundo sádico por uma mulher, no caso, ele eta submisso dela.

Anônimo disse...

Aguardando meu comentário ser postado, afinal, me manisfestei.
Claro, opinião diferente da sua, ou as opiniões tem que ser iguais para serem postadas?

"Queridos, antes de tudo, este blog é uma distração, para quem lê e para quem o escreve. Não precisamos levá-lo muito á sério. Quem quiser pode se manifestar, vou adorar, dando sugestões, dicas, criticando ou elogiando. Basta clicar em ''comentários''."