Marília Peres Cakes

4 de mai de 2018

Crime e Castigo


Em 1866, Fiodor Dostoievski escreveu em Crime e Castigo, um dos grandes clássicos da literatura  que eu demorei um ano para terminar de ler,  que o crime não compensa, porque embora possamos passar incólumes pela justiça dos homens, nossa consciência não nos deixará em paz jamais. E a prisão da culpa é muito mais tenebrosa.
Woody Allen  disse o mesmo em Crime e Pecado, filme do nosso Clube em 2017, e em Match Point, nosso escolhido para a noite fria de quarta-feira.
Nas poltronas confortáveis do Cineart Ponteio, entre saquinhos de pipoca, champagne gelada, brigadeiros e boas companhias, Anselmo Sampaio explicou para a platéia porque o desejo, o amor, o crime e a culpa andam sempre lado a lado.  No filme, um dos melhores da carreira européia de Allen, o  personagem Chris Wilton é um cara de sorte, que pode escolher entre o desejo e a vida confortável e luxuosa ao lado da abastada família da noiva. Até que a luxúria cobra seu preço. 
Mais uma noite onde aprendemos com a arte, que a vida tem seu próprio tribunal. E que viver é saber equilibrar-se entre nossas próprias escolhas. Nada mais apropriado para esses tempos. Obrigada, queridos companheiros deste delicioso Clube! Nunca volto para a casa com a mesma cabeça, depois das nossas noites de quarta!



































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