Cineart BH

26 de abr de 2018

Precisamos falar sobre isso.

Suicidio não é um tema fácil. Para quem nunca viveu de perto, é um tabu. Para quem já viveu é uma dor imensurável.
Mas ...  precisamos falar sobre isso.  A Folha de SP de hoje trouxe um dado pra lá de alarmante:  nos últimos 15 anos o suicídio entre jovens de 10 a 14 anos aumentou 65%,  e de 15 a 19 anos o aumento foi de terríveis 65%. São números assustadores.
Além dessa taxa, que constava apenas das estatísticas, três suicídios, nos últimos 15 dias,  de jovens que estudavam em escolas particulares de SP mobilizaram os pais, os educadores, os profissionais e, finalmente, o poder público. Duas perguntas que não querem calar são: porquê? Ambas as escolas afirmam que os casos não estão relacionados com jogos ou aplicativos. Alegam que são casos completamente distintos. Mas alguns fatores são descritos por especialistas como causas prováveis de suicídio entre adolescentes: a pressão da família por notas, por escolher uma carreira, por um desempenho impecável. A pressão dos colegas para que se encaixem em formatos pré estabelecidos, como físico, poder aquisitivo, desempenho social. E, por fim, e mais grave de tudo, as famosas redes sociais como um todo. Segundo especialistas, as redes sociais apresentam vidas perfeitas, felizes, belas, o que só aumenta a angustia dos adolescentes. E por fim, o fato de que os jovens de hoje são absolutamente imediatistas. Tudo está ao alcance, é fácil, é rápido, é pra já. Basta um clique, e o mundo está ali, a disposição. Quando isso não acontece - e  sabemos muito bem que a vida real é diferente da virtual -,  os jovens tem poucas ferramentas emocionais lhe dar com essas frustrações.
E a outra pergunta que tira o nosso sono é: e o que fazer para prevenir? Esta já é bem mais complicada de responder. Os colégios particulares estão organizando palestras e mantendo seu quadro docente preparado para falar sobre o tema. O poder público agiliza canais de atendimento e recruta voluntários para atender as chamadas de emergência. E nós, pais, precisamos estar atentos aos nossos rebentos. Ao menor sinal de que alguma coisa está fora da ordem, procurar ajuda e tratar o suicídio como o que ele é realmente: uma tragédia sem precedentes, mas que muitas vezes pode ser evitado.






2 comentários:

Anônimo disse...

Texto interessante, assunto atual e pertinente mas uma revisão no português caía bem, alias, caía não, despencava.
Lhe dar ao invés de lidar é de lascar.

Anônimo disse...

Pensar em intervenção do Poder Público brasileiro no assunto é de assustar.