17 de fev de 2019

Lee Radziwill


Algumas mulheres eu acho chiques, outras bem-vestidas, outras charmosas, outras clássicas, outras fashion.

Mas a hour concour da minha lista das mulheres mais elegantes do planeta é, sem dúvida, Lee Radziwwill.






Caroline Lee Bouvier, é a irmã mais nova de Jackie Kennedy Onassis ( o nome da filha de Jackie, Caroline, é uma homenagem á irmã).

Nascida em uma rica, católica e tradicionalíssima família de NY, Lee nasceu e cresceu em Southamptom e era ligadíssima á irmã, Jackie.

Mesmo sem ser linda, Lee já chamava a atenção por seu bom gosto, elegância e, principalmente,  inteligência.

Articulada e racé, Lee casou-se aos 20 anos com o playboy e ricaço, Michael Canfield (que dizem, era filho ilegítimo do Duque de Kent). O enlace não durou muito e Lee (católica fervorosa) e a família (católicos tradicionais), não sossegaram enquanto não conseguiram a anulação do casamento pela Santa Sé.








Lee então, conheceu e se apaixonou pelo bilionário príncipe polonês, Stanislaw Radziwill, com quem teve os dois filhos, Anthony e Anna Cristina. E passou a se chamar Princesa Lee Radziwill, título e sobrenome que ela carregou até hoje, anos após o divórcio e a morte do Príncipe.

John Kennedy, então presidente dos EUA e casado com sua irmã Jackie, foi o padrinho de Anna Cristina.







Com uma vida de glamour, o bom gosto de Lee tornou-se famoso e suas casas em Londres, Paris e NY, decoradas por ela mesma com sofisticação e elegância, foram fotografadas á exaustão pela House and Garden e Elle Decor.

Lee virou ícone de elegancia, e todas as mulheres poderosas do mundo queriam ter casas iguais ás dela. Lee não perdeu tempo e se associou ao grande Renzo Mongiardino e tornou-se a decoradora favorita dos muito, mas muito ricos.









Em 2000, a Elle Decor publicou uma lista das 20 casas mais elegantes e belas do mundo, e o apartamento da Quinta Avenida e a casa de Londres de Lee, estavam na lista.








Mas nem tudo foram flores na vida de Lee. Longe disso.
Depois do assassinato de John Kennedy e dos meses tensos que se seguiram a ele, Lee esteve ao lado da irmã, ao mesmo tempo em que  o casamento com Stanislaw chegava ao fim, num longo processo de divórcio.
Lee, que vivia em Londres, mudou-se para NY com a filha Anna, de 14 anos, deixando o filho Anthony, de apenas 15 em um internato na Inglaterra. Anthony, tímido e muito apegado à mãe, sofreu horrores ao ser deixado em outro continente. A família paterna acusou Lee de praticamente ter ´´se livrado´´ do garoto.
Já nos Estados Unidos, Lee sofreu com a  imprensa americana,  que devastada com a morte de JFK não perdoou Lee por ter sido o cupido do romance entre a Eterna Primeira Dama, Jackie, e o grego Aristóteles Onassis (foi Lee quem apresentou os dois). E pipocavam notinhas nos jornais acusando Lee de ter um ciúme doentio e de viver á sombra da irmã famosa. Tudo desmentido por Jackie.










Em 1988 ela se casou pela terceira vez com o diretor de cinema e teatro, Robert Ross.
A doença e a morte da irmã deixaram Lee arrasada e ela passou a ficar mais tempo em NY com os sobrinhos, John e Caroline.
E foi então que a tragédia se abateu de vez sobre a vida de Lee.
Em 1999 seu sobrinho e afilhado, John Kennedy Jr. morreu  em um trágico acidente de avião, junto com a mulher, Caroline Bessette e a cunhada Lauren.
Um mês depois, seu único filho, Anthony, morria de câncer, aos 40 anos de idade.
Em 2001, ainda devastada pela perda do filho e do sobrinho, Robert Ross tem um enfarte fulminante e morre em NY.
















Lee passou um ano de luto, na casa em que nasceu e que foi comprada por ela. De volta à NY, ela continuou vivendo a vida que gostava.
Em todos os grandes eventos beneficentes e culturais de NY ou Paris, Lee  esteve presente. Mas nunca me festinhas sociais. Educadamente ela declinava de todos os convites, enviando belas flores ao anfitrião. 
Ela só abria  excessão para os grandes amigos, como Valentino e Carolina Herrera, com quem manteve uma longa amizade (as duas eram vizinhas em NY).
Em 2008, Lee recebeu a Légion D'honneur, em Paris, por sua dedicação e luta pela cura do câncer.
Lee ainda mantinha  um sociedade informal com a amiga Inés de La Fressange, que presta consultoria de moda para as grandes grifes francesas. 












Dizem que Lee e JFK eram amantes e que ela foi sua verdadeira paixão. E que ele só não se casou com Lee, porque ela era muito nova.
Pode ser. Mas isso já é outra história.
O fato é que Lee sempre foi mais elegante, mais culta e mais inteligente do que a irmã.
Mas nunca teve, nem de longe, o carisma de Jackie Kennedy Onassis.
Nem foi tão amada, querida e idolatrada, pelos americanos e pela imprensa mundial, como sua irmã mais velha o foi, e sempre será.
Lee morreu ontem, aos 85 anos. Uma era de mulheres verdadeiramente elegantes chega ao fim.

Te dedico este post, Flávia Eluf.

12 comentários:

Anônimo disse...

Ai ai. nao achei nada disso. Velha e magra. nada de chique nem elegante, nem nada.
Claudia

Anônimo disse...

ESTE É O LADO GLAMOUROSO DA HISTÓRIA....

JÁ OS BASTIDORES DAS BAIXARIAS, TRAIÇÕES E OUTRAS COISITAS.... ESTÁ MUITO DESCRITO NO LIVRO...MARIA CALLAS - A MULHER POR TRÁS DO MITO DE ARIANNA STASSINOPOULOS.
THE SISTERS NÃO ERAM FÁCEIS.. TUDO PELO SOCIAL E PARA FISGAR UM HOMEM ABONADO.
ALÉM DO MAIS, TEM UMA PASSAGEM QUE A MESMA LEVOU UM TREMENDO FORA DO BALENCIAGA.
TCHAU..CONTO MAIS DEPOIS

Anônimo disse...

Não a conhecia, mas pelo seu breve texto achei linda, deslumbrante!

Anônimo disse...

Choquei com o comentário do anonimo primeiro. Como assim e'la é vehla? E o que tem haver ser velha e com ser elegante? Vc nao sabe de nada! Coitadinho...

Anônimo disse...

Olha só gente.... quem se aproxima destes Kennedys sofrem horrores....Deus me livre.
E se elas eram interesseiras nada como seguir ao contrário o exemplo dado por elas, tenham vida propria, ganhem seu proprio dinheiro e com ele virá dignidade, honra e auto estima....Ninguem pode te dar estes sentimentos alem de você mesma.

Anônimo disse...

Falou e disse. Interesseiras... e experts em caçar homens ricos e viver sem fazer nada por ninguém, que elegância é essa? Eu diria esperteza, isso sim

luciana disse...

Gostei muito. Valem as imagens, nao a questao etica ou filosofica destas vidas. Classe media se confunde olhando a vida dos muito ricos ou muito pobres e insiste em julgar, nao da, eh outro mundo. Belo acervo fotografico, texto legal. Parabens.

Walter Arruda disse...

Muito interessante quando vc escreve sobre essas personalidades...

Anônimo disse...

Adorei o comentário " católica, apostólica , romana"' ja pensaram se não fosse?

Anônimo disse...

Também adoro seus textos sobre personalidades. Vc deveria fazer isso mais vezes. Excelente!

Anônimo disse...

Exceçao

Juliana Gunther disse...

Muito interessante! Concordo com o anônimo acima, você devia fazer mais vezes esse tipo de post.