Resumão da noite/ Oscar 2019






´´Os Oscars finalmente chegaram, após meses de polêmicas e especulações.

Um resumão da noite:
A falta de um mestre de cerimônias deu certo. O elenco de apresentadores foi cheio de surpresas agradáveis: o apresentador Trevor Noah, comediantes Keegan Peele e John Mulaney, Serena Williams, e — claro — Barbara Streisand. Muitos artistas usaram o palco para fazer comentários politicos (como era de se esperar). Logo de cara, Tina Fey, Amy Poehler e Maya Rudolph fizeram uma piada sobre o muro de Trump, que também foi mencionado no discurso em espanhol do apresentador Javier Bardém. Peele fez uma brincadeira com um guarda-chuvas “zoando” Trump, que, em um vídeo que viralizou na internet, não conseguiu fechar seu guarda-chuvas e o largou na porta do Air Force One. Alfonso Cuarón, que ganhou por melhor fotografia, melhor diretor, e melhor filme estrangeiro por Roma, agradeceu à Academia por reconhecer a história de uma trabalhadora doméstica indígena. Spike Lee lembrou a todos que as eleições de 2020 estão chegando, e pediu que todos “façam a coisa certa” — um pedido sincero, mas também um trocadilho fazendo referência a um de seus filmes mais conhecidos.
Tem sido difícil separar a política dos Oscars. Em 2016, a campanha #OscarsSoWhite (Oscars tão branco, literalmente) criticou a falta de diversidade dos indicados aos prêmios, e um grupo de artistas se recusou a ir ao evento. Outra polêmica surgiu quando Casey Affleck, que havia sido acusado de assédio sexual, ganhou o Oscar de Melhor Ator em 2017, o ano em que o movimento #MeToo começou a ganhar força. Se a Academia de Artes deve ou não separar a arte do autor, ou usar a plataforma para mandar mensagens políticas, eu não sei. Mas enquanto houver controvérsias com qualquer relevância política, haverá críticas.
Esse ano, a maior polêmica está por trás de Green Book, que levou a estatueta de Melhor Filme (e Melhor Roteiro Original).
Green Book é baseado na história real de Don Shirley, um pianista negro, e Tony Vallelonga, um italiano do Bronx que vira seu chauffeur. Os dois viajam pelo sul americano nos anos 60, quando as leis de Jim Crow institucionalizavam a segregação racial. O título faz referência a um guia que foi publicado anualmente de 1936 a 1966, indicando locais que serviriam a negros. O filme, co-escrito por Nick Vallelonga, filho de Tony, foi inicialmente muito bem recebido. Até que a família Shirley disse que o filme estava repleto de mentiras. Mahershala Ali, que faz o papel de Don, ligou para a família e pediu desculpas por qualquer ofensa. Já Nick disse que ele não sabia da existência da família de Don até o lançamento do filme, e que o próprio Don – que faleceu em 2013 – pediu para que ele não falasse com ninguém sobre a sua história. Nick disse que a vontade de Don era que a história fosse contada pela perspectiva dele e de Tony, e assim foi feito. Disso surge uma outra crítica: o filme não conta a historia de Don, um artista negro, e sim a história de Tony, um homem branco que, chocado com o racismo e violência sofridos por Don, é transformado e supera o seu próprio preconceito. Um artigo no site IndieWire diz que é como se Shirley existisse “para ajudar seu companheiro na sua jornada até a salvação”. E, de fato, Tony é o personagem principal do filme (tanto que Viggo Mortensen foi nomeado para o Oscar de Melhor Ator, e Mahershala Ali para o de Melhor Ator Coadjuvante).
Mas, houve grandes vitórias no campo de diversidade: Ruth E. Carter e Hannah Beachler foram as primeiras mulheres negras a ganharem prêmios por melhor figurino e design de produção por Pantera Negra. Pantera Negra, que já estava fazendo história sendo indicado para o prêmio de melhor filme, também ganhou o Oscar de trilha sonora original. Domee Shi ganhou por melhor curta de animação (se você assistiu Os Incríveis 2 no cinema, você provavelmente viu Bao durante os trailers). Absorvendo o Tabu, um documentário sobre como mulheres na Índia lidam com o estigma da menstruação, levou o prêmio de melhor documentário em curta-metragem. O curta surgiu da ideia de um grupo de alunas de um colégio na Califórnia, que começaram a arrecadar dinheiro para construir uma máquina para fabricar absorventes depois de descobrirem que muitas meninas paravam de ir à escola quando menstruavam, por falta de acesso a produtos de higiene feminina. E também, sem muita surpresa: Regina King ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvant (Se a Rua Beale Falasse) e, Rami Malek, filho de imigrantes Egípcios, o de Melhor Ator (Bohemian Rhapsody), e Mahershala Ali, negro e muçulmano, ganhou seu segundo prêmio de Melhor Ator Coadjuvante.

As estrelas da noite:
Olivia Colman: coroada Melhor Atriz por A Favorita. Ela não era a favorita (há), nem a segunda favorita a ganhar o prêmio (essas posições eram de Glenn Close e Lady Gaga). Chocada e emocionada, Colman deu um discurso engraçado e doce. “Que hilário, ganhei um Oscar!” Ela disse, antes de dizer a Close que ela não queria esse resultado. Assista ao discurso completo aqui.

Spike Lee: vestido todo de roxo, em homenagem a Prince, Spike Lee levou para casa seu primeiro Oscar, após cinco indicações. O prêmio — de melhor roteiro adaptado, por BlacKkKlansman — foi anunciado por Samuel L. Jackson, que soltou gritos de animação antes de ler o nome de Spike. Logo em seguida, o diretor correu até o palco e pulou em cima de Jackson. Spike estava animadíssimo a noite inteira, mas, aparentemente, quando a vitória de Green Book foi anunciada, ele jogou os braços pro alto, com raiva, e tentou ir embora. Depois da cerimônia, uma repórter o perguntou sobre a reação. “Que reação? Achei que estivesse sentado à beira da quadra no [Madison Square] Garden a achei que o juiz cometeu um erro,” ele brincou. O filme de Spike também fala sobre racismo, mas de forma mais agressiva e inusitada, com o estilo clássico de Spike Lee e a dose certa de humor. BlacKkKlansman é baseado na história do primeiro detetive negro do Colorado, que infiltrou a Ku Klux Klan. Pra quem ainda não viu, vale a pena.

Bradley Cooper e Lady Gaga: roubaram o show. A performance de “Shallow” – que ganhou o prêmio de Canção Original – era talvez o momento mais esperado da noite, principalmente desde que Cooper fez uma aparição surpresa em um show de Gaga em Las Vegas e todo mundo achou que rolou um climão… (Gaga anunciou o términou de seu noivado mais ou menos um mês depois.) Cooper namora a modelo russa Irina Shayk, com quem tem uma filha, mas boatos de que ele e Gaga são mais do que amigos vem borbulhando há meses. Enfim. Eu já achava que os dois estavam apaixonados, e depois daquela performance de ontem… os dois não pararam de se olhar por um segundo, e no final, quando Cooper sentou do lado de Gaga no piano… até esqueci a desafinada que Cooper deu no comecinho da música. Se vocês perderam: ASSISTAM. E Irina estava lá, sentadinha na primeira fileira.

Minha opinião com relação aos prêmios:
Green Book era o único indicado a melhor filme que eu não tinha assistido ainda. Fui hoje depois da aula e achei o filme ótimo, mas foi difícil tirar as críticas da cabeça. Continuo achando BlacKkKlansman o melhor filme do ano. Devia ter ganhado por melhor edição (ao invés de Bohemian Rhapsody). Sobre Roma: eu entendo por que tantas pessoas se apaixonaram pelo filme, mas achei a personagem rasa (uma crítica que li atribui a falha ao fato de que a história é baseada na infância do diretor, e que talvez ele tenha permanecido leal demais a sua memória). Confesso também que dormi por alguns minutos na metade do filme (já diz muito…) então talvez tenha perdido alguma coisa. As imagens do filme são belíssimas, e o prêmio de melhor fotografia foi merecidíssimo. Sobre Rami Malek: sim, fez um trabalho maravilhoso e era o favorito. Mas eu achei que Christian Bale e Bradley Cooper foram melhores (sinceramente, ainda não acredito que Cooper não ganhou nenhum prêmio nessa temporada! Apesar de que, historicamente, atores que interpretam pessoas reais se dão melhor nas premiações). Teve gente que achou que A Favorita devia ter ganhado Melhor Filme... eu não sei. O diretor Yorgos Lanthimos usou lentes olho de peixe que dão aos lindos cenários um feel de pinturas renascentistas e ao mesmo tempo, desorientam (de um jeito bom, se é que isso faz sentido). O filme é estranho, mas interessante, e conta com performances maravilhosas. Mas o achei o filme um pouco longo demais, o final demorou a chegar e não satisfez. Fora isso, teria escolhido Spike ao invés de Cuarón por melhor diretor, e talvez A Favorita e não Green Book por melhor roteiro (talvez) – mas achei as escolhas justas. (Mas aí volta a pergunta: será que a Academia deveria ter deixado de premiar Green Book devido às críticas?)´´





Regina King, Ruth E. Carter, and Hannah Beachle (Foto: Getty Images):







Bradley Cooper e Lady Gaga. (Foto: ABC/Getty Images)





A alegria de Spike Lee e Samuel L. Jackson, que já atuou em vários filmes do diretor.





Fernanda Queiroz mora em NY e escreve por aqui uma vez por mês.


Get the Look


Bolsa: YSL; Vestido: Roberto Cavali; Sandália: Aquazzura; Relógio: Bvlgari; Brincos: Tianelli


Tribunal

Mark, Todd e Zola ingressaram na faculdade de Direito porque queriam mudar o mundo e torná-lo um lugar melhor. Fizeram empréstimos altíssimos para pagar uma instituição de ponta e agora, cursando o último semestre, descobrem que os formandos raramente passam no exame da Ordem dos Advogados e, muito menos, conseguem bons empregos.
Quando ficam sabendo que a universidade pertence a um obscuro operador de investimentos de alto risco que, por acaso, também é dono de um banco especializado em empréstimos estudantis, os três se dão conta de que caíram no grande golpe das faculdades de Direito.
Então eles começam a bolar uma forma de se livrar da dívida esmagadora, desmascarar o banco e o esquema fraudulento e ainda ganhar alguns trocados no caminho. Mas, para isso, precisam abandonar a faculdade, fingir que são habilitados a exercer a profissão e entrar em uma batalha contra um bilionário e o FBI.
Eu não li o livro, esta é a resenha da editora, mas John Grisham é o outor de A Firma, O Cliente e mais meia dúzia de livros de tribunais.




Judiação

Fico aqui me perguntando o que leva uma mulher linda feito Madame Kardashian a se enrolar, literalmente, num vestido de tiras mega apertadas, colocar uma cinta tamanho PPP e se bezuntar de óleo ...
Porque não usou um vestido ´´normal´´?
Já pensou quando ela chega em casa? Tá toda marcada, gente! Deve ficar até roxa!
E se ela estiver indo jantar fora, por exemplo: como é que janta com essa roupa? 










Simplicidade


Sabe aquela sacola de juta, que a gente ganha das boas lojas  como brinde?

Pois se lalá ganhou, pode usar!
As ecobag de juta ganharam versão luxo da Burberry, que colocou alça de couro e revestimento interno caprichado.
E da Gucci, que não colocou nada disso, mas usou suas cores icônicos e lançou também o modelo customizado.
Ou seja, a boa e velha ecobag de juta, virou objeto de desejo!
Eu não ia achar nada ruim ter essa Gucci.
























Casas


Fiquei apaixonada pelos detalhes desta casa, especialmente o closet, a despensa e o atelier.










Tonho


De Pitt Bull à Tonho da Lua....

O novo apelido de Carlos Bolsonaro pegou pra valer e já é a hashtag mais comentada do twitter.





Fanatics For Food / O italiano





No bairro Olhos D´Água, mais precisamente na rua São Vicente, fica   “O Italiano”.
Um restaurante elegante e sofisticado, com mesas internas e ao ar livre, além de uma área de espera muito agradável. É uma excelente opção para ir tanto no almoço, quanto no jantar, com família, amigos e até mesmo para um almoço ou jantar romântico, principalmente se você for um amante da culinária italiana.













O cardápio é bem variado e tem opções para todos os gostos, com ênfase na cozinha italiana. Para as entradas, as nossas escolhas foram a Focaccia, a Carne Cruda e o Arancini, um bolinho de risoto clássico italiano, que não poderia faltar no cardápio, e estava absolutamente delicioso! Outras opções de entrada que chamaram a nossa atenção foram a Bruschetta de abobrinha com burrata e a “Selezione”, uma seleção de queijos e charcutaria à sua escolha, acompanhando pães e geleias. 
Para os pratos principais, o cardápio oferece opções que variam desde massas e risotos, até frutos do mar e carnes, com escolhas de acompanhamentos. Optamos pelo  Carbonara que, assim como o Arancini, não pode faltar em um menu italiano, e estava igualmente delicioso! Além disso, pedimos o ravióli de camarão com lagostim, amêndoas laminadas e molho de ervas com geleia de laranja, uma combinação de sabor simplesmente incrível! A nossa terceira escolha foi o Casarecce, uma massa típica de Graniano, com molho pomodoro da casa e creme de mascarpone, delicioso! Outras opções de pratos principais que chamaram a nossa atenção foram a lasanha, o gnocchi de batata com molho de gorgonzola, abobrinha e espinafre, o polvo com musseline de baroa e o linguini com tinta de lula e frutos do mar. Há ainda um menu infantil, com opção de filé mignon com spaghetti ao molho de tomate, e frango com gnocchi na manteiga e queijo parmesão. 
Quanto as sobremesas, o restaurante oferece algumas opções deliciosas e bem tradicionais italianas! As nossas escolhas foram o clássico Tiramisú e a Nutella, um brioche recheado de sorvete de nutella, com frutas vermelhas e calda de nutella, todas deliciosas! Outras opções de sobremesa que chamaram a nossa atenção foram a Panna Cotta de pêssego e o Limone, um suspiro de limão recheado com creme de limoncello e morangos frescos. 
Agora vamos falar das bebidas... O restaurante oferece uma carta de vinhos incrível, que foi elaborada pela italiana Nella Cerino, professora da Associação Brasileira de Sommelier de Minas Gerais. Os preços dos vinhos também são bem variados, com opções a partir de R$70,00. 
Adoriamo conoscere questo ristorante! 




















Equipe culinária: Chef Alessandro Sofia
Horário de funcionamento: Segunda a Quinta das 18h às 0h
Sexta e Sabado de 12h às 17h e das 19h às 0h
Domingo de 12h às 19h
O que achamos!!! (0 a 5)
Ambiente: 5.0
Atendimento: 4.0
Preço: $$-$$$ 
Quem são as FanaticsForFood: Lara Geo e Bruna Schettino!



O que é a moda!


1967. Twiggy na campanha da Louis Vuitton para a Vogue. 
Mais atual, impossível.




Argola!


Tem coisa mais feminina e sedutora que um brinco de argola dourada?




































Não, obrigado.

Nosso governador, Romeu Zema, está entusiasmado com a ideia de criar uma especie de ´´Conselho de Administração´´, com empresários mineiros, que dariam pitaco na administração.
Ele já convidou um peixe grande. Que educadamente, recusou.



Saudade nenhuma!


Mais um fracasso na lista da Globo.
A novela Verão 90 não emplacou. Nada salva, nem o elenco, nem o cenário, nem a história.
Vão começar trocando os cenários. 

Mas também, vamos combinar, uma novela passada nos anos 90? Jura? O meio do caminho entre o moderno e o antigo é o velho! A novela já nasceu velha! Quem  aí tem mesmo saudades dos anos 90?  Tinha o Tamagoshi, o estilo grunge, video cassete na locadora, computador de tubo, Dirty Dancing no cinema, e no rádio a gente ouvia Macarena, Na Boquinha da Garrafa e Só no Sapatinho! Fala sério?! 



Entendeu?

“Sou paciente, chato e obstinado. Tenho muitos amigos também. Dará um certo trabalho, mas devolverei em triplo as ameaças e ofensas dentro da lei. Não tenho medo de briga”
Gustavo Bebiano ao deixar o cargo no governo.




Rosa


´´Viver é uma questão de rasgar-se e remendar-se´´.
A Companhia das Letras, brilhantemente, lança dia 25 de fevereiro a nova edição do grande clássico de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas.
Publicado originalmente em 1956, Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, revolucionou a literatura brasileira e colocou Rosa como um dos maiores escritores do mundo. Ao atribuir ao sertão mineiro sua dimensão universal, a obra é um mergulho profundo na alma humana, capaz de retratar o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria. Uma paixão para os amantes dos letras, do sertão, de Minas, do Brasil. 
Para comemorar, será lançado também uma edição especial, luxuosa e exclusiva. Serão apenas 63 exemplares. Quer dizer, seriam,  porque todos já foram vendidos, claro.
A capa é um verdadeiro tesouro! Dura, com baixo relevo e costura aparente, e a guarda é feita de papel artesanal da Moinho Brasil,  de cana-de-açúcar, com impressão em silk screen. O bordado é inspirado no avesso da obra  Manto da Apresentação, do artista Arthur Bispo do Rosário, com os nomes dos personagens do romance, e vestirá o livro feito uma sobrecapa. Ainda há uma faixa vermelha que terá um fechamento com botão feito artesanalmente pela Quiari Marcenaria, que envolverá o exemplar. O livro será entregue em uma caixa feita de buriti por uma rede de artesãs do sertão.”
Uma verdadeira jóia.







Lee Radziwill


Algumas mulheres eu acho chiques, outras bem-vestidas, outras charmosas, outras clássicas, outras fashion.

Mas a hour concour da minha lista das mulheres mais elegantes do planeta é, sem dúvida, Lee Radziwwill.






Caroline Lee Bouvier, é a irmã mais nova de Jackie Kennedy Onassis ( o nome da filha de Jackie, Caroline, é uma homenagem á irmã).

Nascida em uma rica, católica e tradicionalíssima família de NY, Lee nasceu e cresceu em Southamptom e era ligadíssima á irmã, Jackie.

Mesmo sem ser linda, Lee já chamava a atenção por seu bom gosto, elegância e, principalmente,  inteligência.

Articulada e racé, Lee casou-se aos 20 anos com o playboy e ricaço, Michael Canfield (que dizem, era filho ilegítimo do Duque de Kent). O enlace não durou muito e Lee (católica fervorosa) e a família (católicos tradicionais), não sossegaram enquanto não conseguiram a anulação do casamento pela Santa Sé.








Lee então, conheceu e se apaixonou pelo bilionário príncipe polonês, Stanislaw Radziwill, com quem teve os dois filhos, Anthony e Anna Cristina. E passou a se chamar Princesa Lee Radziwill, título e sobrenome que ela carregou até hoje, anos após o divórcio e a morte do Príncipe.

John Kennedy, então presidente dos EUA e casado com sua irmã Jackie, foi o padrinho de Anna Cristina.







Com uma vida de glamour, o bom gosto de Lee tornou-se famoso e suas casas em Londres, Paris e NY, decoradas por ela mesma com sofisticação e elegância, foram fotografadas á exaustão pela House and Garden e Elle Decor.

Lee virou ícone de elegancia, e todas as mulheres poderosas do mundo queriam ter casas iguais ás dela. Lee não perdeu tempo e se associou ao grande Renzo Mongiardino e tornou-se a decoradora favorita dos muito, mas muito ricos.









Em 2000, a Elle Decor publicou uma lista das 20 casas mais elegantes e belas do mundo, e o apartamento da Quinta Avenida e a casa de Londres de Lee, estavam na lista.








Mas nem tudo foram flores na vida de Lee. Longe disso.
Depois do assassinato de John Kennedy e dos meses tensos que se seguiram a ele, Lee esteve ao lado da irmã, ao mesmo tempo em que  o casamento com Stanislaw chegava ao fim, num longo processo de divórcio.
Lee, que vivia em Londres, mudou-se para NY com a filha Anna, de 14 anos, deixando o filho Anthony, de apenas 15 em um internato na Inglaterra. Anthony, tímido e muito apegado à mãe, sofreu horrores ao ser deixado em outro continente. A família paterna acusou Lee de praticamente ter ´´se livrado´´ do garoto.
Já nos Estados Unidos, Lee sofreu com a  imprensa americana,  que devastada com a morte de JFK não perdoou Lee por ter sido o cupido do romance entre a Eterna Primeira Dama, Jackie, e o grego Aristóteles Onassis (foi Lee quem apresentou os dois). E pipocavam notinhas nos jornais acusando Lee de ter um ciúme doentio e de viver á sombra da irmã famosa. Tudo desmentido por Jackie.










Em 1988 ela se casou pela terceira vez com o diretor de cinema e teatro, Robert Ross.
A doença e a morte da irmã deixaram Lee arrasada e ela passou a ficar mais tempo em NY com os sobrinhos, John e Caroline.
E foi então que a tragédia se abateu de vez sobre a vida de Lee.
Em 1999 seu sobrinho e afilhado, John Kennedy Jr. morreu  em um trágico acidente de avião, junto com a mulher, Caroline Bessette e a cunhada Lauren.
Um mês depois, seu único filho, Anthony, morria de câncer, aos 40 anos de idade.
Em 2001, ainda devastada pela perda do filho e do sobrinho, Robert Ross tem um enfarte fulminante e morre em NY.
















Lee passou um ano de luto, na casa em que nasceu e que foi comprada por ela. De volta à NY, ela continuou vivendo a vida que gostava.
Em todos os grandes eventos beneficentes e culturais de NY ou Paris, Lee  esteve presente. Mas nunca me festinhas sociais. Educadamente ela declinava de todos os convites, enviando belas flores ao anfitrião. 
Ela só abria  excessão para os grandes amigos, como Valentino e Carolina Herrera, com quem manteve uma longa amizade (as duas eram vizinhas em NY).
Em 2008, Lee recebeu a Légion D'honneur, em Paris, por sua dedicação e luta pela cura do câncer.
Lee ainda mantinha  um sociedade informal com a amiga Inés de La Fressange, que presta consultoria de moda para as grandes grifes francesas. 












Dizem que Lee e JFK eram amantes e que ela foi sua verdadeira paixão. E que ele só não se casou com Lee, porque ela era muito nova.
Pode ser. Mas isso já é outra história.
O fato é que Lee sempre foi mais elegante, mais culta e mais inteligente do que a irmã.
Mas nunca teve, nem de longe, o carisma de Jackie Kennedy Onassis.
Nem foi tão amada, querida e idolatrada, pelos americanos e pela imprensa mundial, como sua irmã mais velha o foi, e sempre será.
Lee morreu ontem, aos 85 anos. Uma era de mulheres verdadeiramente elegantes chega ao fim.

Te dedico este post, Flávia Eluf.

Tesouro

Olha o charme dessas fotografias em Preto e Branco de Belo Horizonte de antigamente!
São autenticas e antigas!
Sabe quanto? R$100,00!!!!!! Isso mesmo, 100,00 cada uma!
Na Sandra e Márcio!




Novos ventos

Donata Meirelles e Nizan fazem parte de uma elite diferenciada. A elite que ganha dinheiro, mas tem um olhar para o empoderamento comunitário. São poucos e deveriam ser exaltados.
Dias antes da polêmica festa, Nizan compartilhava o sonho de ajudar a bancar a vinda de Barack Obama para falar a movimentos negros na Bahia.
O nome de sua agência, aliás, é África.
O que ocorreu com Donata Meirelles, obrigada a pedir demissão da Vogue, serve como ensinamento.
As imagens de sua festa de aniversário passaram a sensação de uma visão preconceituosa dos negros, como se reproduzisse a escravidão.
Aquela cadeira estilo sinhá ao lado das negras serviçais ajudam a compor o cenário do apartheid.
Não era isso o que Donata queria passar, é óbvio.
Mas foi o que passou. Não basta pensar ou sentir. É preciso demonstrar.
Na era das redes sociais – e Nizan sabe muito bem disso – os fatos e versões se misturam de um jeito acelerado e intenso, produzindo novos fatos que ganham vida própria. É o preço que pagamos pela exposição. Sei bem disso, inclusive...
Nizan é um leitor exímio do mapa dos ventos políticos, sociais e econômicos. Muita gente fecha a janela quando bate o vento. Ele transforma em força para movimentar um barco a vela.
A sociedade brasileira está atenta, nas redes sociais, a qualquer sinal que mostre preconceito ou pareça mostrar preconceito. E já não era sem tempo.
Era a festa em que estavam negros como Preta Gil.
Mas a percepção que ficou foi de que foi uma festa racista, numa cidade em que os negros são maioria, mas a elite é branca.
Justamente esse apartheid brasileiro, visível na Bahia, nos faz ver como normais coisas que já não são normais para muita gente.
O resultado concreto do imbroglio foi o pedido de demissão de Donata para não prejudicar a Vogue, nem a carreira do marido.
Daí se entende por que, no mesmo dia da demissão, Maju será a primeira negra a assumir o JN. É esse o caminho do vento. Ainda bem.