AbatjourdeArte

6 de jun de 2017

Divórcio


´´Todo divórcio começa mais ou menos ao mesmo tempo em que o casamento. Talvez o casamento comece algumas semanas mais cedo´´
Voltaire

A separação e o divórcio é tão comum hoje quanto o próprio casamento. As novas formações familiares, os arranjos entre pais e filhos, as relações de afeto, as guardas compartilhadas, as divisões de patrimônio... tudo evoluiu e parece caminhar para um novo modelo de família onde o afeto é mais importante que o papel social. Ainda bem.

O que não mudou - e parece que nunca vai mudar - é a dor de um divórcio conflituoso para os filhos.

Uma pesquisa publicada na prestigiada revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" mostra que filhos de divórcios litigiosos tem 3 vezes mais chances de adoecer e ter uma vida emocional complicada do que filhos de pais que, mesmo separados, convivem em harmonia.
´´As experiências estressantes no início da vida fazem algo com a nossa fisiologia e processos inflamatórios que aumenta o risco de uma saúde mais fraca e doenças crônicas", disse Michael Murphy, associado de pesquisa de pós-doutorado em psicologia na Universidade Carnegie Mellon.
E mesmo anos e anos após o divórcio dos pais, o efeito do estresse permanece. A pesquisa mostrou que passados 20, 40 anos, o trauma ainda deixa sérias sequelas.
Foram anos e anos de estudos para mostrar o que a gente, na prática, já sabia: os filhos, os únicos inocentes na história, são os que mais sofrem com as brigas e a falta de bom senso dos pais.




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