Marília Peres Cakes

25 de jan de 2017

Kika, a intrometida

Com o horário de verão, eu mudei meu cooper para de noite. Adoro olhar no relógio e ver que são 19:30 e ainda está claro! Saio do escritório e já vou direto para a Bandeirantes dar uma corrida pequena ou uma longa caminhada. Prefiro mil vezes mais a caminhada por três motivos:
1- eu faço uma terapia comigo mesma! Falo sozinha, resolvo os problemas do dia na minha cabeça, reviso minha agenda, pergunto e respondo pra mim mesma. Quando acabo o cooper, estou ótima!
2 - aproveito para falar ao telefone! Não sei quanto a vocês, mas na minha época, quando acabava a novela, era a hora do telefone tocar. Era a tia, a amiga ou a prima contanto as últimas. Hoje, com o advento das redes sociais, ninguém mais fala ao telefone. Nem as tiazinhas.
3 - adoro ouvir a conversa alheia! Isso mesmo queridos. Sou uma bisbilhoteira da vida dos outros. Não tenho muita paciência para conversa de ti-ti-ti, mas amoooooo um caso da vida real, uma história cheia de idas e vindas, um final feliz (triste, eu não gosto!). A vida da gente é uma novela, ora! Dependo do assunto da pessoa à minha frente, eu apresso o passo, adio o fim da caminhada ou desligo o Ipod, Tudo para ouvir a conversa alheia.
Meu cooper noturno está tudo, menos tedioso. Ontem, por exemplo, mal coloquei os fones de ouvido para começar, e vi um atropelamento!!! Liguei para o resgate, acalmei o pai do atropelado que estava nervoso, servi de testemunha para o atropelador que não teve culpa, bati um papo com a atendente Ana do Samu sobre a falta de ambulância na cidade e limpei a camisa do garoto ensaguentado. Quando acabou tudo, já dava para eu ter dado 3 voltas na Bandeirantes!
E hoje, lá vou alegre e satisfeita, quando um casal de adolescentes na minha frente começa a brigar. Claaaaaaro que desliguei o Ipod e prestei  atenção na cambulhada. Os dois batiam boca como se a rua fosse só deles e, meu Deus, como falavam palavrão. E a briga era por um motivo tão bobo que nem me lembro mais. Fiquei pensando que Deus é engraçado. Ah, se eu tivesse 20 anos com o que eu sei hoje...
Enfim acompanhei a peleja dos pombinhos até eles se acertarem. Por um momento ou dois, pensei em me meter realmente e dar logo uma palmada em cada um para deixarem de serem bobos. Foi por pouco.

Enfim, este post é para contar que sim, um dos males da humanidade é que hoje não nos interessamos mais pelos outros. Nos interessamos sim, pelo que eles postam nas redes sociais (incluindo este blog, né dona Kika!), o que não corresponde em nada à realidade. O que não percebemos é que a vida virtual é simplesmente irreal. Nada pode ser tão lindo, tão magro, tão saboroso, tão luxuoso, tão amigo, tão #gratidão, tão fofo, tão champagne. A vida de verdade tem sangue, suor, brigas e lágrimas. Mas é infinitamente mais interessante. Bom, eu acho.





9 comentários:

Anônimo disse...

Concordo em número, gênero e grau!Amo seu blog, pois você parece real e acessível.

Anônimo disse...

Nossa!
Baita susto.
Mas estava só?
Pq essas coisas demoram até tbm.
Garoto machucou, pois li ensanguentado... Da impressão de bem machucado.

Anônimo disse...

Que susto hein
Estava sozinha Kika?
Bjks

Anônimo disse...

Você é ótima ! Beijos

Anônimo disse...

Eu também sou uma cajazeira! kkkk Se você olhar ao seu redor, há milhares de personagens transitando, loucos para serem descobertos e serem eternizados por um escritor ou roteirista!

Helena da Silveira disse...

Kika você é o MÁXIMO!E verdadeira, parece com todas nós mulheres reais. Por esse motivo gosto tanto do seu blog!

Anônimo disse...

Nem todas as mulheres reais são intrometidas e interessadas em cuidar da vida dos outros... tirar fone do ouvido pra ouvir conversa alheia, nada legal.
Desculpa, mas cuidar da vida dos outros não é ser o máximo, muito menos ser ótima e nem parecer com todas mulheres reais...
Ok ser verdadeira em admitir e publicar ser intrometida.

Palmas por ajudar o ferido, e dar os primeiros socorros. Isso sim.

Helena da Silveira disse...

Acho que você entendeu mal, amiga!Mulheres reais no sentido de HUMANAS, passíveis de erros e acertos. E da atitude de reconhecê-los e até divertir-se com eles. Longe de mim julgar, ou dar conselhos, mas não se deve levar tudo tão ao pé da letra, sobretudo quando não se prejudica ninguém! Abraço grande, H.

Monica Blatt disse...

Isso aí, Helena!!!!!!