Micheliny Martins

21 de fev de 2017

Le Pen e o véu


Marie Le Pen, a líder da ultra direita francesa e candidata à presidencia do país, deu um exemplo claríssimo do que a intolerância é capaz de fazer.
Em uma encontro com o líder máximo religioso do Líbano, a francesa se recusou a usar o véu cedido para o encontro, e cancelou a reunião. ´´Disse que não uso e não vou usar´´. Foi essa a sua explicação pelo incidente diplomático.

Que Marie é intolerante e radical, todo mundo já sabe, mas neste caso ela também mostrou que não é política, nem educada, nem respeitosa. E até um pouco burrinha, me desculpem.
O fato de usar o véu, não quer dizer que queriam que ela se convertesse ao islamismo, pelo amor de Deus!
Nem que ela mudasse o nome para Marie Al Amal, ou que ela passasse a ser muçulmana e vestir burca amanhã!
Usar o véu no encontro com o líder religioso seria um sinal de respeito e tolerância.
Da mesma maneira que falamos baixo em enterros, que usamos um véu ao ver o Papa, que nos comportamos em uma igreja. Da mesma maneira que usamos roupas adequadas para um tribunal, ou para um casamento. 
Marie deve ter tanto ódio a tudo o que é diferente do que ela é, que até um gesto de formalidade oficial para ela vira uma guerra.
Tenho pavor de pessoas como ela.




7 comentários:

meire S bast disse...

O que eu acho engraçado é: por que somos nós sempre nós que temos que nos adaptar a cultura deles e não o contrario. Se ela nao quer usar o tal véu nao vejo problema nenhum nisso. E qual o problema dele ter uma conversa civilizada com uma mulher sem veu? Que por acaso ele esta cançado de saber que nao é da mesma religiao que a dele. Onde esta a tolerancia dele? Nao vejo motivo nenhum pra tanto mimimi. Tolerancia é uma via de dois lados

Anônimo disse...

Concordo! Atitude desrespeitosa e inadequada a uma líder. Triste, lamentável.

Kika Gontijo disse...

Meire!!!!
Como amante da liberdade civil, também acho que a tolerância vale para todos os lados.
Não teria nenhum problema que ele tivesse uma conversa com uma mulher sem véu, assim como não é proibido ir a um casamento de short ou cantar em um velório. Acontece que reza a tradição milenar que ao se encontrar oficialmente com um líder religioso do islã, o véu vira parte do protocolo. É apenas uma questão de respeito e gentileza, já que ele é quem a estava recebendo e não o contrário.
E, só para constar, o mustfi de Beirute não se recusou a recebê-la, embora ela estivesse sem véu!!! Foi ela quem, emburrada e brava, se recusou a entrar na sala!!!!
Beijos super carinhosos,
Kika Gontijo

Anônimo disse...

Pois fez ela muito bem!!! Não foi quem começou... A França tolera a burca quase que 100% (a Inglaterra, 100%!) E nem assim adiantou, né gente?!!
Enquanto deveria ser: "Na França, faça como os franceses" - logo, no Líbano, faça como os... e aí Le Pen deu o troco! Não é politicamente correto (e arrrgh ... essas palavrinhas já ficaram banais) mas, na diplomacia, reciprocidade é tudo; beijos Kika, adoro seu blog autoral!

Anônimo disse...

Concordo plenamente com vc Meire! Tolerancia e respeito tem que ser dos dois lados.

Anônimo disse...

Acho que ela foi muito inteligente. Foi lá só para fazer esse teatro e lucrar em cima do mufit. Que, na verdade, foi feito de bobo e usado por ela para se promover!
Apesar disso, não concordo com você que isso seria como falar baixo em igrejas, etc... O uso (obrigatório) do véu é o símbolo maior da subjugação da mulher.
Aqui é um embate entre direitos civis x respeito a outra cultura/religião.
É tão mais complexo que questões meramente diplomáticas...

Helena da Silveira disse...

Penso, que quem aspira cargos importantes deve antes de tudo conhecer o protocolo.Esse episódio, coragem ou atitude à parte dessa senhora, nos sinaliza "data vênia" à um ego do tamanho da galáxia.Com TRUMP nos USA e governantes como essa na Europa, estamos bem arranjados não acham? Se a moda pega......