28 de jul de 2017

Jóias brasileiras

Estou lendo o delicioso Mundos de Eufrásia, da escritora Claudia Leite e estou simplesmente apaixonada!
Estou apaixonada pela vida da heroína, mas também é fascinante conhecer os lugares citados no livro e perceber que a história de Eufrásia se confunde com a nossa. Não que eu não goste de ´´viajar´´ para outros lugares, mas é fascinante conhecer tão de perto heróis e heroínas que viveram ´´logo ali´´.
O livro Jóias de Família, de Zulmira Tavares é outro bom exemplo. Passado em São Paulo, mais precisamente no Itaim Bibi, o livro conta a históira de  Maria Bráulia Munhoz, uma viúva que  vive sozinha em seu apartamento no Itaim Bibi. Ela  já foi casada com o juiz Munhoz, um homem bem mais velho e  respeitador. Hoje quem lhe faz companhia é Maria Preta, a empregada que 'é como se fosse da família', além do sobrinho Julião Munhoz, seu secretário oficioso. Dona Brau, como é chamada pelos íntimos, relembra com ironia e certo sarcasmo os detalhes de seu casamento. De início ela imaginara que se instalar com um marido numa casa, a 'sua casa', inauguraria uma vida de liberdade e descobertas trepidantes. No entanto, constatou que a vida de casada podia ser uma sucessão de formalidades, e que em suas noites de luzes apagadas pouquíssimas coisas se passavam. Entretanto, um fogo interno que ardia contido no peito de Maria Bráulia trançou de tal maneira as relações entre o juiz não tão reto assim, seu secretário particular, o joalheiro da família e Maria Bráulia que aos poucos tudo foi se transfigurando numa espécie de jogo de erros conduzido pela ironia. As verdades foram vindo à tona ao passo que naufragava a amável - e aborrecida - mesmice da vida na casa familiar. Ápice do processo,a viuvez instaurou uma Maria Bráulia soberana sobre seu império doméstico.




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